Criar sempre foi meu refúgio. Onde a precisão encontra a arte.
Desde os 6 anos, eu passava horas na minha escrivaninha criando gibis. Para desenhar bem, eu precisava observar a luz, as sombras e as formas, aprendendo a organizar o caos em uma folha em branco. Mal sabia eu que aquela obsessão pela "mão perfeita" se tornaria a base para registrar as maiores estruturas do país.
Com o tempo, a música e outras paixões ampliaram meu repertório, mas foi na publicidade que consolidei meu olhar. Como Diretor de Arte, entendi que uma imagem não deve apenas ser bonita; ela precisa ter estratégia. Aprendi que uma foto tem ritmo, um vídeo tem sentimento e que a técnica rigorosa é o que permite à arte brilhar.
Hoje, meu trabalho é o ponto de encontro entre essa sensibilidade artística e o rigor da infraestrutura.
Evoluí do retângulo do papel para a imensidão dos canteiros de obras. Onde outros veem apenas concreto e aço, eu vejo narrativa e movimento. Essa busca pela excelência técnica me levou a marcos que me orgulham, como a capa do livro de 50 anos da Ponte Rio-Niterói e o reconhecimento como fotógrafo premiado pela ABCR (Tecnologia e Inovação).
Como fotógrafo e cinegrafista especializado em infraestrutura e time-lapses de longo prazo, vivo o sonho daquela criança, mas com a responsabilidade de quem documenta a evolução do Brasil. Quando busco a melhor luz em uma rodovia ou monitoro o avanço de uma grande obra, volto a ser o menino tentando desenhar o traço perfeito — agora, com câmeras de alta precisão, drones e a experiência de quem entende que cada frame é um capítulo da nossa história.
É essa união entre a estratégia publicitária e a honestidade criativa que entrego em cada projeto.

